Brigada de emergência de incêndio ― Requisitos e procedimentos

Esse é o projeto que está em consulta nacional – NBR 14276 2019 Brigada de incêndio

Acompanhe as principais mudanças que podem ocorrer na nova NBR de Brigada de Incêndio.

Brigada de Emergência e não Brigada de Incêndio,  esse seria o termo mais adequado, pois a Brigada não atende apenas incêndios, mas outras emergências. Ex: Emergência com Produtos perigosos, Resgates, desencarceramento entre outros.

Equipe multidisciplinar: Podem ser os representantes das áreas envolvidas e/ou afetadas, saúde e segurança do trabalho, manutenção e demais áreas pertinentes, designados pelo responsável pelo plano de emergência da planta.

Grupos organizados: grupo de apoio permanente (GAP) grupo de pessoas composto por profissionais diretos ou terceiros, cuja função na empresa está voltada às atividades de segurança, saúde e meio ambiente.

Grupo de apoio técnico (GAT) grupo de pessoas composto por profissionais diretos ou terceiros, cuja função na empresa está voltada para a prestação de serviços especializados de operações e controle de processos e energia e/ou operações de equipamentos, veículos e sistemas que são utilizados e/ou mobilizados para o controle de emergências

Grupo de controle de emergência (GCE) grupo formado pelo responsável do plano de emergência, pelos gestores da planta, supervisores da operação dos processos, técnicos de segurança, técnicos ambientais e demais profissionais especialistas internos e ou externos, para dar suporte ao coordenador de emergência no planejamento e elaboração de estratégias necessárias para o controle da emergência.

Resgate técnico: procedimento executado por profissional capacitado, com uso de técnicas, recursos e equipamentos especializados para a localização de pessoas e/ou acesso a uma vítima em local de risco.

Sala de segurança contra incêndio: local onde se localizam os painéis de comando dos diversos sistemas de proteção contra incêndio e emergências, sistema de detecção de incêndio, sistema de comunicação, sistema de monitoramento por câmeras de vídeo, sistema de controle de elevadores, sistema de chuveiros automáticos, além de outros.

Sistema de comando de incidentes (SCI):  sistema formal, projetado para gerenciar as ações e os recursos destinados às operações de resposta a incidentes e/ou emergências, usando uma combinação de procedimentos e comunicações com as estruturas organizacionais de responsabilidades claramente estabelecidas 3.57 suporte avançado de vida (SAV) procedimentos com técnicas invasivas e equipamentos específicos para manter e/ou reestabelecer os sinais vitais de uma vítima de trauma ou mal clínico, executados exclusivamente por profissionais oriundos da área da saúde, como médicos e/ou paramédicos Suporte básico de vida (SBV):  procedimentos com técnicas não invasivas e equipamentos específicos, incluindo desfibrilador externo automático, para manter e/ou reestabelecer os sinais vitais de uma vítima de trauma ou mal clínico, executados por pessoas ou profissionais não oriundos da área da saúde, como, socorristas ou bombeiros

Tempo de resposta: intervalo de tempo entre a comunicação de chamado para uma determinada equipe responsável pelo atendimento até a chegada desta no local da emergência

Tempo de resposta médio (TRM): tempo médio, em minutos, obtido pela soma do tempo de resposta de todas as ocorrências de emergências atendidas, dividido pelo número de atendimentos efetuados, durante um período de um ano ou outro período preestabelecido.

Para a composição da brigada, deve-se levar em consideração quais atividades serão executadas pelos brigadistas, como:

a) atividades de inspeção de segurança;

b) primeiros socorros e/ou atendimentos pré-hospitalares de emergências médicas;

c) atendimentos de resgate técnico;

d) atendimentos de prevenção e controle de incêndios;

e) atendimentos a emergências com produtos perigosos;

f) atividades para o abandono de áreas;

g) atividades de ensino de educação continuada para o público interno.

Para a composição da quantidade necessária de brigadistas na brigada de emergência, deve ser considerado ainda o seguinte:

a) análise das situações que possam oferecer riscos para a vida da população da planta;

b) análise dos principais potenciais de danos ambientais por consequência de acidentes e/ou incêndios na planta;

c) análise dos principais potenciais de perdas de propriedades por consequência de acidentes e/ou incêndios na planta;

d) análise dos tipos de viaturas que podem ser empregados e a composição da tripulação de acordo com as ABNT NBR 14561 e ABNT NBR 14096;

e) procedimentos operacionais empregados como padrão para os atendimentos às emergências;

f) tipos de equipamentos e recursos materiais empregados nos atendimentos às emergências;  g) localizações e disposições das equipes e dos armários de emergência para garantir o tempo de resposta adequado conforme a sua área de abrangência na planta.

Todos os treinamentos práticos de resgate técnico e combate a incêndio com fogo real devem ser realizados em instalações fixas externas ou internas próprias, ou instalações móveis de treinamento (IMT), desde que, essas instalações, equipamentos.

Desempenho de tempo de resposta para os atendimentos dos brigadistas

É recomendável que a brigada atenda ao desempenho especificados nesta Norma de acordo com os seguintes objetivos de tempo de resposta para a chegada da primeira equipe de emergências:

a) os chamados de resgate e/ou emergências médicas com recursos para SBV e DEA em até 4 min para a chegada no local da emergência em pelo menos 90 % dos chamados, em condições reais ou em exercícios práticos simulados;

b) os chamados de combate a incêndio sejam atendidos com EPI e, quando aplicável, com os EPRA, em até 1 min do acionamento para a equipagem de proteção individual e mobilização dos brigadistas, e até 4 min para a chegada no local da emergência em pelo menos 90 % dos chamados, em condições reais ou em exercícios práticos simulados.

Após a chegada da primeira equipe , e havendo necessidade de mais brigadistas e/ou recursos materiais, estes devem atender ao objetivo de tempo de resposta de até 8 min para a chegada ao local da emergência.

As referências utilizadas como parâmetros para o estabelecimento dos tempos de resposta recomendados estão descritas no Anexo E.

Parabéns a todos os membros do Comitê Brasileiro de Segurança Contra Incêndio  CB-24

Ao Sr. Jorge Alexandre Alves (coordenador da comissão) que conduziu com maestria todas as normas desta comissão. Parabéns a todos o membros do CB-24 ABNT

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