Deve ser administrada com base em alguns parâmetros utilizados para avaliar o grau de oxigenação sanguínea.

Ao se elevar a fração inspirada de oxigênio, constata-se aumento da pressão arterial de oxigênio e, conseqüentemente, diminuição do trabalho respiratório necessário para manter a tensão de oxigênio alveolar, bem como do trabalho miocárdico responsável pela manutenção da oferta de oxigênio aos tecidos.

Indicação: A oxigenoterapia está indicada sempre que exista uma deficiência no aporte de oxigênio aos tecidos.

A pressão arterial de oxigênio (PaO2), normalmente entre 90 e 100mmHg, refere-se à quantidade de oxigênio dissolvida no plasma e valores abaixo da normalidade indicam trocas gasosas ineficientes.

Outro índice importante é a saturação da oxiemoglobina arterial (SatO2) que é proporcional à quantidade de oxigênio transportado pela hemoglobina. Seu valor é igual ou maior que 97% e pode ser monitorada pela oximetria de pulso ou de forma invasiva por meio de coleta e análise do sangue arterial.

A saturação venosa de oxigênio (SvO2), a pressão de oxigênio venoso misto (PvO2), o conteúdo do oxigênio arterial (CaO2) e a liberação sistêmica de oxigênio (PO2) são outros parâmetros que também devem ser considerados.

O objetivo primário da oxigenoterapia é aumentar a quantidade de oxigênio carreado pelo sangue aos tecidos.

Através do aumento da concentração de oxigênio no ar alveolar, cria-se uma diferença entre a pressão parcial desse gás dentro dos alvéolos e o oxigênio dissolvido no plasma, facilitando a passagem de oxigênio para o capilar, sua dissolução no plasma e associação com a hemoglobina, reduzindo os efeitos da hipoxemia.

Hipoxemia X Hipóxia

Hipoxemia é a deficiência anormal de concentração de oxigênio no sangue arterial (baixa PaO2).

É diferente de hipóxia ou hipoxia, que é a baixa disponibilidade de oxigênio para determinado órgão, o que pode ocorrer mesmo na presença de quantidade normal no sangue arterial, como no infarto agudo do miocárdio ou no acidente vascular cerebral.

Sinais de hipóxia:

Respiratórios: taquipnéia, respiração laboriosa (retração intercostal, batimento de asa de nariz), cianose progressiva;

Cardíacos: taquicardia precoce, bradicardia (mais avançada), hipotensão e parada cardíaca;

Neurológicos: inquietação, confusão, prostração, convulsão e coma.

Contra-indicada em indivíduos que tenham
respiração predominantemente oral.

A umidificação só se faz necessária para fluxos maiores do que 4 l/min.

Obs. Oxigênio pode reagir violentamente com derivados de petróleo, olé, graxa, produtos de limpeza e beleza (cremes).

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