Nova NBR DE BOMBEIRO CIVIL

Nova NBR DE BOMBEIRO CIVIL

Resgate aquático, Desencarceramento. Confira aqui as principais mudanças da norma NBR 14608 BOMBEIRO CIVIL 2019

ABNT/CB-024 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR 14608 JAN 2019

Consulta Nacional

Treinamento do bombeiro civil

Os bombeiros civis devem ser treinados para executar as funções e atribuições profissionais específicas de acordo com a sua área de atuação, sendo as principais:

  1. a) bombeiro público;
  2. b) bombeiro industrial;
  3. c) bombeiro marítimo e instalações portuárias;
  4. d) bombeiro de aeródromo;
  5. e) bombeiro florestal;
  6. f) bombeiro operador de resgate técnico;
  7. g) bombeiro operador de emergências com produtos perigos;
  8. h) bombeiro motorista e operador de viaturas de emergências;
  9. i) instrutor de bombeiros;
  10. j) chefe de bombeiros.

 

Para a composição da quantidade de bombeiros civis, deve-se levar em consideração quais atividades serão executadas pelos bombeiros civis, como:

  1. a) atividades de inspeção de segurança;
  2. b) primeiros socorros e/ou atendimentos pré-hospitalares de emergências médicas;
  3. c) atendimentos de resgate técnico (altura, espaços confinados etc.);
  4. d) atendimentos de prevenção e controle de incêndios;
  5. e) atendimentos a emergências com produtos perigosos;
  6. f) atividades para o abandono de áreas;
  7. g) atividades de ensino de educação continuada para o público interno.

4.2.4 Para a composição da quantidade necessária de bombeiros civis, deve ser considerado ainda o seguinte:

  1. a) análise das situações que possam oferecer riscos para a vida da população da planta;
  2. b) análise dos principais potenciais de danos ambientais por consequência de acidentes e/ou incêndios na planta;
  3. c) análise dos principais potenciais de perdas de propriedades por consequência de acidentes e/ou incêndios na planta;
  4. d) análise dos tipos de viaturas que podem ser empregados e a composição da tripulação de acordo com as ABNT NBR 14561 e ABNT NBR 14096;
  5. e) procedimentos operacionais empregados como padrão para os atendimentos às emergências;
  6. f) tipos de equipamentos e recursos materiais empregados nos atendimentos às emergências;
  7. g) localizações e disposições das equipes e dos armários da brigada para garantir o tempo de resposta adequado conforme a sua área de abrangência na planta.

 

Seleção de bombeiros civis

4.3.1 Para ser selecionado, o candidato a atividade profissional de bombeiro civil deve atender aos critérios descritos a seguir:

  1. a) ter mais de 18 anos de idade;
  2. b) ter escolaridade mínima de ensino médio concluído;
  3. c) ter concluído e ser aprovado no treinamento de bombeiro civil;
  4. d) ter especialização, quando requisitado.

NOTA Convém que, para os candidatos a bombeiro civil em seleção e/ou já selecionados, seja considerada a inclusão de exames complementares, por exemplo, teste ergométrico, ecodoppler cardiograma, monitoramento ambulatorial de pressão arterial (MAPA) e exame de curva glicêmica para a composição dos exames admissio­nais de emissão do atestado de saúde ocupacional (ASO) ou outra avaliação periódica de saúde.

Todos os bombeiros civis selecionados devem ser capacitados de acordo com 4.1, para executar as funções e atribuições profissionais específicas, de acordo com a sua área de atuação na planta.

NOTA Todos os EPI e EPRA estão em conformidade com a legislação especifica, havendo o certificado de aprovação (CA), tais especificações técnicas já constam nos regulamentos estabelecidos pelos órgãos pertinentes.

O conjunto individual de proteção para incêndio deve ser composto de:

  1. a) vestimenta completa com jaqueta e calça (específico para atividades bombeiros);
  2. b) balaclava (específico para atividades bombeiros);
  3. c) capacete com proteção para os olhos e/ou face (específico para atividades bombeiros);
  4. d) luvas (específico para atividades bombeiros);
  5. e) botas (específico para atividades bombeiros).

 

Todos os bombeiros devem utilizar EPRA de acordo com a ABNT NBR 13716, sempre que estiverem expostos a uma ou mais das seguintes condições:

  1. a) em uma atmosfera deficiente em oxigênio ou contaminada por produtos de combustão, ou ambos;
  2. b) em uma atmosfera suspeita de ser deficiente de oxigênio ou contaminada por produtos de com­bustão, ou ambos;
  3. c) em qualquer atmosfera que possa se tornar deficiente de oxigênio ou contaminada, ou ambos;
  4. d) abaixo do nível do solo, exceto em atmosfera segura, monitorada continuamente.

 

Procedimentos para o bombeiro civil

O bombeiro civil deve atender aos procedimentos especificados nesta Norma. Durante cada jornada de trabalho, os bombeiros civis devem:

a) conhecer e aplicar os procedimentos estabelecidos no plano de emergência da planta, elaborado de acordo com a ABNT NBR 15219;

b) identificar os perigos e avaliar os riscos existentes na planta ou área, e trabalhar para corrigir os atos inseguros e as condições inseguras encontradas;

c) inspecionar periodicamente os materiais e equipamentos de atendimento de emergências, prevenção e combate a incêndio, e manter livre o acesso aos extintores, hidrantes, quadro elétrico, corredores e saídas de emergência;

d) inspecionar periodicamente as rotas de fuga, incluindo a sua liberação e sinalização;

e) participar dos exercícios simulados e estar sujeito à avaliação de desempenho de conhecimentos práticos;

f) apresentar sugestões para melhorias das condições de segurança contra incêndio e acidentes;

g) participar das atividades de avaliação, liberação e acompanhamento das atividades de risco compatíveis com a sua qualificação;

h) registrar suas atividades diárias e relatar formalmente as irregularidades encontradas, com pro­postas e medidas corretivas adequadas e posterior verificação da execução;

i) registrar todas as ocorrências de emergência e sugerir medidas preventivas a fim de evitar novas ocorrências.

Obs.

Os bombeiros civis só podem atuar nas atividades em que eles estejam plenamente capacitados e tenham os EPI e EPRA compatíveis com os riscos e os recursos necessários para o controle da emergência.

A atuação do bombeiro civil em atendimento de emergências deve estar em conformidade com os procedimentos do plano de emergência da planta, e o bombeiro civil não pode atender desacompanhado qualquer ocorrência de emergência devendo estar sempre acompanhado de alguém capacitado em emergências, por exemplo brigadista.

Os atendimentos de emergências executados pelos bombeiros civis devem atender aos tempos de resposta de acordo com a Seção 6 e seguir os procedimentos básicos de acordo com a Seção 7.

Quando ocorrer atuação em conjunto entre o corpo de bombeiros público e os bombeiros civis, nas plantas de risco alto e/ou com risco específico de desconhecimento dos procedimentos de controle pelos servidores do corpo de bombeiros público, deve ser estabelecido o sistema de comando unificado com a participação dos responsáveis técnicos e bombeiros civis da planta, para o planejamento e coordenação das ações de prevenção e controle da emergência em conjunto com o corpo de bombeiros público.

Quando houver necessidade de recursos e/ou integração de múltiplos órgãos públicos e/ou privados de atendimento de emergências, devem ser utilizados os procedimentos de gerenciamento de emergências do sistema de comando de incidentes (SCI) com comando unificado.

Quando ocorrer integração entre múltiplos serviços de resposta a emergências, utilizando as mesmas frequências de radiocomunicações, não pode ser utilizada a comunicação codificada, por exemplo, código “Q”, sendo recomendada a comunicação de forma “clara e limpa”, de linguagem plena, sem obstruções.

Todas as ocorrências atendidas pelos bombeiros civis devem ser registradas em formulário específico, que deve conter pelo menos os dados recomendados conforme a ABNT NBR 14023.

Desempenho de tempo de resposta para os atendimentos dos bombeiros civis

É recomendável que o bombeiro civil atenda ao desempenho dos tempos de resposta para a chegada da primeira equipe de emergências:

a) os chamados de resgate e/ou emergências médicas sejam atendidos com recursos para SBV e DEA em até 4 min para a chegada no local da emergência em pelo menos 90 % dos chamados, em condições reais ou em exercícios práticos simulados;

b) os chamados de combate a incêndio sejam atendidos com EPI e, quando aplicável, com os EPRA, em até 1 min do acionamento para a equipagem de proteção individual e mobilização dos bombeiros civis, e até 4 min para a chegada no local da emergência em pelo menos 90 % dos chamados, em condições reais ou em exercícios práticos simulados.

Após a chegada da primeira equipe de acordo com 6.1, e havendo necessidade de mais bombeiros civis e/ou recursos materiais, estes atendam ao objetivo de tempo de resposta de até 8 min para a chegada ao local da emergência.

As referências utilizadas como parâmetros para o estabelecimento dos tempos de resposta recomendados estão descritas no Anexo D.

Procedimentos básicos de atendimento de emergência
O bombeiro civil deve atender aos procedimentos básicos de atendimento de emergências especificados nesta Norma.

7.1 Alerta
Identificada uma emergência, qualquer pessoa pode, pelos meios de comunicação disponíveis ou alarmes, alertar os ocupantes, brigadistas, bombeiros civis e apoio externo. Este alerta pode ser
executado automaticamente em plantas que possuem sistema de detecção e alarme de incêndio.

7.2 Análise da situação
Após a chegada do bombeiro civil no local da emergência, deve ser analisada a situação e devem ser executados os procedimentos necessários conforme o plano de emergências da planta, que podem
ser priorizados ou realizados simultaneamente, de acordo com os recursos materiais e humanos disponíveis no local.

7.3 Comunicação interna
Nas plantas em que houver mais de um pavimento, setor, bloco ou edificação, deve ser estabelecido um sistema de comunicação entre os bombeiros civis, a fim de facilitar as operações durante a
ocorrência de uma situação real ou simulado de emergência; essa comunicação pode ser feita por meio de telefones e/ou quadros sinópticos e/ou interfones e/ou sistemas de alarme e/ou rádios e/ou
sistemas de som interno. Devem ser previstos um ou mais pontos de encontro (local seguro e protegido dos efeitos da ocorrência) dos bombeiros civis, para distribuição das tarefas.

7.4 Comunicação externa
Caso seja necessária a comunicação com meios externos (corpo de bombeiros, SAMU, PAM etc.), deve ser estabelecido no plano de emergência da planta o responsável pela comunicação, sendo necessário que esta pessoa seja treinada e esteja instalada em local seguro e estratégico para o abandono.

7.5 Apoio externo
O corpo de bombeiros e/ou outros órgãos públicos ou privados locais devem ser acionados imediatamente, preferencialmente por um bombeiro civil, e informados do seguinte:
a) nome do solicitante e número do telefone utilizado;
b) endereço completo, pontos de referência e/ou acessos;
c) características da emergência, local ou pavimento;
d) quantidade e estado das eventuais vítimas, quando esta informação estiver disponível.
NOTA O corpo de bombeiros e/ou outros órgãos públicos, quando da sua chegada ao local, são recepcionados preferencialmente por um bombeiro civil, que fornece as informações necessárias para otimizar
sua entrada e seus procedimentos operacionais.

Controle da emergência
As equipes de emergências devem, conforme necessário e/ou possível, proceder conforme o plano de emergências da planta e treinamento específico dado aos integrantes das equipes de emergências para o controle da emergência, inclusive auxiliando os bombeiros públicos, quando da chegada destes.

7.10 Divisão das atribuições das equipes de emergências
O coordenador de emergência ou o líder dos bombeiros civis deve dividir a equipe de emergência em equipe de resgate, primeiros socorros, de abandono de área, de combate a incêndio etc., com o
objetivo de definir atribuições específicas das equipes e de seus integrantes.

7.11 Emergências médicas
Os primeiros socorros e tratamentos devem ser prestados às vítimas, conforme o plano de emergências da planta e o treinamento específico dado aos integrantes das equipes de emergências.
Todas as vítimas devem ser atendidas inicialmente pelo menos, por uma equipe de SBV, os bombeiros civis que chegarem no local da emergência, quando aplicável, devem:
a) avaliar os sinais vitais;

liberar as vias aéreas superiores e administrar respiração artificial, quando indicado;
c) promover a anamnese (histórico médico, alergias, medicamentos, orientação em tempo e espaço);
d) promover a avaliação de parâmetros básicos de frequência respiratória, frequência cardíaca, pressão arterial, saturação de oxigênio (SpO2), glicemia e temperatura;
e) se a saturação de oxigênio (SpO2) for < 95 %, deve ser administrado oxigênio;
f) movimentar a vítima apenas o indispensável, seguindo as técnicas de primeiros socorros, ao menos que haja risco próximo e/ou iminente, quando, nestes casos, deve ser feita a remoção imediata da vítima do local de risco;

g) no caso de vítimas conscientes ou inconscientes, com sinais vitais preservados e com suspeita de lesões de coluna, deve ser providenciada a imobilização cervical e vertebral no local do acidente,
pelo menos dois socorristas devem executar esta imobilização;
h) no caso de vítimas com hemorragia, promover a hemostasia no local do acidente;
i) no caso de vítimas com fraturas, promover a imobilização no local do acidente, pelo menos dois socorristas devem executar esta imobilização;
j) no caso de vítimas em parada cárdio respiratório (PCR), deve ser providenciada a ressuscitação cárdio pulmonar (RCP) e a desfibrilação automática externa no local, por pelo menos 60 min enquanto aguardar a chegada da equipe de emergências de SAV para promover a estabilização da vítima. A remoção da vítima para o hospital de referência deve ser feita somente após esta estabilização, conforme a orientação do coordenador médico, pelo menos três socorristas
devem executar as manobras de RCP e desfibrilação com uso de DEA;
k) promover a remoção para o hospital de referência, conforme a orientação do coordenador médico;
l) encaminhar a vítima para o recurso hospitalar de referência conforme avaliado pelo coordenador médico responsável pelo atendimento pré-hospitalar. Deve haver a comunicação com o hospital
de referência para onde a vítima deve ser encaminhada, para informar, o estado clínico da vítima e a previsão de sua chegada no hospital.

7.12 Confinamento do incêndio
Confinar o incêndio ao local ou equipamento de origem, ou ao cômodo ou compartimento de origem, ou ao pavimento de origem, ou à edificação de origem, de modo a evitar a sua propagação e consequências.

7.13 Controle de incêndios
O controle de incêndios deve ser executado conforme o plano de emergências da planta e o treinamento
específico dado aos integrantes das equipes de emergências. Os bombeiros civis que chegarem no local do incêndio em edificação urbana, quando aplicável, devem:
a) estabelecer um posto de comando de incidente fora da área de perigo para a coordenação, pelo menos um bombeiro deve executar esta tarefa;
b) formar uma equipe de intervenção rápida com pelo menos dois bombeiros capacitados em busca e resgate e equipados com EPI e EPRA;

c) estabelecer um suprimento de água ininterrupta com pelo menos 1 520 L/min durante 30 min.
As linhas de alimentação devem ser mantidas por um bombeiro que assegure a aplicação ininterrupta do fluxo de água;
d) montar e estabelecer no mínimo duas linhas manuais de 40 mm, cada linha de ataque e de reserva (backup) deve ser operada por pelo menos dois bombeiros;
e) fornecer um bombeiro de apoio para cada linha de ataque e linha de reserva (backup) para executar a conexão de hidrantes, auxiliar no controle de linhas e entrada forçada;
f) formar uma equipe de ventilação com pelo menos dois bombeiros.

7.14 Acidentes com produtos perigosos
Acidentes envolvendo transporte terrestre de produtos classificados como perigosos devem ser atendidos e com as seguintes providências imediatas:
a) identificar o produto perigoso;
b) definir a área de segurança e o zoneamento e limite das áreas quente, morna, fria e de exclusão;
c) identificar e utilizar os EPI necessários, compatíveis com o risco para o atendimento.
Toda substância química classificada como produto perigoso deve possuir uma ficha de identificação e segurança de produto químico (FISPQ), onde devem constar informações sobre as características
do produto, medidas de proteção e segurança e ações de controle para emergências.

7.14.1 São consideradas vítimas contaminadas, todas as pessoas que tiveram contato direto com o produto perigoso ou resíduo deste.

7.14.2 São consideradas vítimas intoxicadas, todas as pessoas que apresentam alterações fisiológicas e/ou hemodinâmicas devido a reações químicas e/ou metabólicas das substâncias exógenas
com os sistemas orgânicos após o contato direto com o produto perigoso ou resíduo deste, por meio de qualquer via de acesso como inalação, absorção, ingestão e/ou inoculação.

7.15 Rescaldo
Garantir, por meio de inspeção, que, após o combate ao incêndio, não exista qualquer possibilidade de reignição.

7.16 Preservação do local
Manter o local preservado para que possa ser periciado, se necessário.

7.17 Investigação
O coordenador de emergências da planta e/ou o responsável do órgão público deve designar os responsáveis para iniciar o processo de investigação e elaborar um relatório sobre o ocorrido e as ações de controle. Devem ser investigadas e/ou analisadas as possíveis causas de acidente ou incêndio e os procedimentos de controle adotados, utilizando, além da coleta de dados de imagens e entrevistas, os registros de ocorrências para poder emitir o relatório, com o objetivo de propor medidas preventivas e corretivas para evitar a sua repetição.

Procedimentos para a realização de exercícios simulados
8.1 Os bombeiros civis devem atender aos procedimentos para a realização de exercícios simulados de emergências especificados nesta Norma.

8.2 Deve ser realizado pelo menos um exercício simulado completo a cada 12 meses, envolvendo todos os bombeiros civis e profissionais de emergências da planta. Podem ser realizados exercícios simulados parciais divididos por atribuição, por exemplo, emergências médicas, combate a incêndio, resgate técnico, emergências com produtos perigosos, desde que, ao final do período de 12 meses,
todos os bombeiros civis e profissionais de emergências sejam contemplados.

8.2.1 Após o simulado, deve ser realizada uma reunião para a avaliação crítica e de não conformidades, para posteriores recomendações de melhorias. Deve ser elaborada ata na qual constem os itens a seguir, quando aplicáveis, e não se limitando a estes:
a) data e horário do evento;
b) tempos de resposta;
c) tempo total gasto no atendimento do cenário proposto;
d) tempo gasto no abandono;
e) desempenho nos atendimentos de emergências;
f) atuação dos profissionais envolvidos;
g) desempenho da participação de recursos particulares de emergências (brigada, bombeiro civil,
PAM ou RINEM e ambulâncias);
h) desempenho da participação dos serviços públicos de emergências (SAMU, corpos de bombeiros e ambulâncias);
i) falhas e não conformidades de equipamentos;
j) falhas e não conformidades operacionais;
k) demais problemas levantados na avaliação e reunião;
l) recomendações de melhorias.

8.2.2 Deve ser avaliada a necessidade de informar previamente à população vizinha do local do exercício simulado.

9 Procedimentos para a avaliação anual
9.1 Os bombeiros civis devem atender aos procedimentos para a avaliação anual, especificados nesta Norma.

9.2 O responsável pela planta e/ou o coordenador de emergências e/ou o responsável pelos bombeiros civis deve avaliar anualmente o nível de estrutura de recursos disponíveis para atendimento
de emergências e de desempenho dos bombeiros civis, em pelo menos 90 % dos atendimentos de emergências ocorridos em um período mínimo de 12 meses, e de 100 % nos atendimentos em
exercícios simulados realizados periodicamente, conforme estabelecido no plano de emergências, considerando:
a) as condições das instalações dos postos, salas e/ou armários dos bombeiros civis;
b) as condições das viaturas e a necessidades de viaturas específicas;
c) as condições, quantidade e qualidade dos equipamentos e dos materiais empregados em atendimentos de emergências;
d) a quantidade de bombeiros civis;
e) a necessidade de treinamentos específicos para os bombeiros civis;
f) o tempo de resposta médio dos atendimentos de emergências em cada área dentro da planta;
g) o tempo de resposta entre os chamados e as chegadas nos locais das emergências;
h) o desempenho das ações conforme os procedimentos do plano de emergências;
i) a necessidade de adequação e/ou atualização do(s) procedimento(s) estabelecidos no plano de emergências da planta.

9.3 O responsável pela planta e/ou o coordenador de emergências e/ou o responsável pelos bombeiros civis, devem emitir um relatório da avaliação, que deve descrever quais os requisitos desta Norma não estão sendo atendidos e explicar as consequências previsíveis destas deficiências, além de recomendar as medidas necessárias para alcançar a conformidade.
10 Etapas para a implantação do serviço de bombeiro civil
Para a implantação do serviço de bombeiros civis, pode ser utilizado, para orientação, um resumo das etapas conforme o Anexo C.

Valeu ressaltar que as mudas significativas do Currículo mínimo do treinamento de bombeiros civis, incluiu novos temas de extrema importância, e maior carga horaria, desta forma o BOMBEIRO CIVIL terá uma condição ainda mais técnica. Confira.

Fundamentos da análise de riscos:

Fundamentos da análise de riscos

Áreas de riscos específicos

Análises de riscos específicos

Avaliação

Total de horas do módulo 29h

Emergências médicas em atendimento pré-hospitalar

Introdução e aspectos éticos e legais dos atendimentos pré-hospitalares

Normas técnicas e legislações para APH – Atendimento Pré-hospitalar

Sistemas de Atendimento de Emergências Médicas Pré- Hospitalares

Anatomia e fisiologia

Avaliação inicial

Vias aéreas

RCP (ressuscitação cardiopulmonar)

DEA – Desfibrilação Externa Automática

Estado de choque

Hemorragias

Fraturas

Ferimentos

Queimaduras

Intoxicações

Emergências clínicas

Movimentação, remoção e transporte de vítimas

Emergências obstétricas

Emergências Pediátricas

Emergências geriátricas

Emergências com Pacientes com necessidades especiais

Emergências comportamentais

Protocolo para incidente com múltiplas vítimas

Psicologia em emergências

Total de horas do módulo 108h

 

Prevenção e combate a incêndio

Introdução

Normas técnicas e legislações para Prevenção e combate a incêndios

Sistemas de Atendimento dos serviços públicos de Emergências

Teoria do fogo

Proteção contra incêndio

Sinalização e comunicação de emergências

EPI, EPR e EPRA

Equipamentos de sistema fixo e operação automática

Equipamentos portáteis de operação manual – Extintores de incêndio

Equipamentos portáteis de operação manual – Mangueiras, esguichos e canhões monitores

Espuma e agentes umectantes para combate a incêndio

Equipamentos auxiliares

Técnica de combate a incêndio – resgate de vítimas

Técnica de combate a incêndio – Controle de fumaça

Técnica de combate a incêndio – confinamento, isolamento, salvatagem e rescaldo

Total de horas do módulo 169h

 

Resgate técnico

Emergências em elevador

Desencarceramento de vítimas.

Normas técnicas ABNT e legislações para trabalhos em altura

Procedimentos para segurança e trabalhos em altura

Resgate de vítimas em altura

Normas técnicas ABNT e legislações para trabalhos em espaços confinados

Procedimentos para segurança e trabalhos em espaços confinados

Resgate de vítimas em espaços confinados

Resgate aquático em águas confinadas.

Resgate aquático em águas abertas

Prevenção em área de pouso de helicópteros

Captura de animais

Total de horas do módulo 136h

 

Emergências com produtos perigosos e ambientais

Conceitos

Riscos atmosféricos

EPI, EPR e EPRA

Guia de procedimentos de emergências

Ações Iniciais

Descontaminação de vitimas

Técnicas de contenção e confinamento de derramamentos

Técnicas de degradação química

Total de horas do módulo 49h

 

Comunicações e atividades administrativas para bombeiros

Conhecer os sistemas de comunicações públicos de emergências

Atividades administrativas

Plano de emergência

Total de horas do módulo 62h


Gerenciamento de emergências e sistema de comando de incidentes

Fundamentos gerenciamento de emergências

Fundamentos gerenciamento de emergências

Total de horas do módulo 16h


Parâmetros para determinação dos tempos de resposta para os atendimentos das emergências

D.1 Resgate e emergências médicas

Os chamados de resgate e/ou emergências médicas são atendidos o quanto antes, de forma a garantir a maior chance de sobrevivência da vítima, considerando que:

independentemente de causas clínicas ou traumáticas, por exemplo, obstrução das vias, intoxicações, afogamentos ou ambiente com deficiência de oxigênio, que podem levar uma pessoa à parada respiratória, esta vítima pode entrar em parada cardíaca em tempo médio de 4 min, devido à resposta fisiológica da hipóxia cerebral, se nenhum procedimento de resgate e/ou tratamento por ventilação artificial e/ou oxigenioterapia for administrado;

independentemente de causas clínicas ou traumáticas, por exemplo, hipóxia cerebral, cardiopatia, choque elétrico, temperaturas extremas ou outra condição, que podem levar uma pessoa à parada cardiorrespiratória, as chances de sobrevivência podem decair para até 50 % nos primeiros 5 min da parada cardíaca, havendo, após este tempo, um decréscimo de chances de sobrevivência de 5 % até 25 % por minuto, se nenhum procedimento de tratamento por manobras de ventilação artificial e massagem cardíaca, como ressuscitação cardiopulmonar (RCP) e desfibrilação ventricular com uso, por exemplo, de desfibrilador externo automático (DEA), for administrado.

 

Combate a incêndio

Os chamados de incêndios são atendidos o quanto antes, para controlar o fogo o mais próximo do seu ponto de origem, de forma a reduzir a perda de vidas e danos materiais, considerando que:

um incêndio estrutural em um compartimento não ventilado de ocupação residencial ou comercial com altura de até 3 m do piso ao teto, produz um aumento da temperatura até o ponto de flashover que geralmente ocorre em menos de 10 min do início do fogo no seu ponto de origem;

em aproximadamente 8 min, geralmente ocorre o flashover no compartimento inicial do fogo e a temperatura do ambiente aumenta, superaquecendo os demais materiais combustíveis e ocorrendo a propagação rápida do fogo para outros compartimentos da edificação, que pode destruir mais do que 50 % da propriedade neste tempo;

em tempo superior a 10 min, geralmente o incêndio pode destruir mais do que 90 % da propriedade, se nenhum procedimento de ventilação e exaustão, resfriamento e extinção das chamas for executado,

Esta informações estão disponíveis através do link: https://www.abntonline.com.br/consultanacional/login.aspx

Esse projeto de Norma foi desenvolvido pela comissão do CB-24 Comitê Brasileiro de Segurança Contra Incêndio na coordenação de Jorge Alexandre Alves.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nova NBR de Brigada de Incêndio.

Nova NBR de Brigada de Incêndio.

Brigada de emergência de incêndio ― Requisitos e procedimentos

Esse é o projeto que está em consulta nacional – NBR 14276 2019 Brigada de incêndio

Acompanhe as principais mudanças que podem ocorrer na nova NBR de Brigada de Incêndio.

Brigada de Emergência e não Brigada de Incêndio,  esse seria o termo mais adequado, pois a Brigada não atende apenas incêndios, mas outras emergências. Ex: Emergência com Produtos perigosos, Resgates, desencarceramento entre outros.

Equipe multidisciplinar: Podem ser os representantes das áreas envolvidas e/ou afetadas, saúde e segurança do trabalho, manutenção e demais áreas pertinentes, designados pelo responsável pelo plano de emergência da planta.

Grupos organizados: grupo de apoio permanente (GAP) grupo de pessoas composto por profissionais diretos ou terceiros, cuja função na empresa está voltada às atividades de segurança, saúde e meio ambiente.

Grupo de apoio técnico (GAT) grupo de pessoas composto por profissionais diretos ou terceiros, cuja função na empresa está voltada para a prestação de serviços especializados de operações e controle de processos e energia e/ou operações de equipamentos, veículos e sistemas que são utilizados e/ou mobilizados para o controle de emergências

Grupo de controle de emergência (GCE) grupo formado pelo responsável do plano de emergência, pelos gestores da planta, supervisores da operação dos processos, técnicos de segurança, técnicos ambientais e demais profissionais especialistas internos e ou externos, para dar suporte ao coordenador de emergência no planejamento e elaboração de estratégias necessárias para o controle da emergência.

Resgate técnico: procedimento executado por profissional capacitado, com uso de técnicas, recursos e equipamentos especializados para a localização de pessoas e/ou acesso a uma vítima em local de risco.

Sala de segurança contra incêndio: local onde se localizam os painéis de comando dos diversos sistemas de proteção contra incêndio e emergências, sistema de detecção de incêndio, sistema de comunicação, sistema de monitoramento por câmeras de vídeo, sistema de controle de elevadores, sistema de chuveiros automáticos, além de outros.

Sistema de comando de incidentes (SCI):  sistema formal, projetado para gerenciar as ações e os recursos destinados às operações de resposta a incidentes e/ou emergências, usando uma combinação de procedimentos e comunicações com as estruturas organizacionais de responsabilidades claramente estabelecidas 3.57 suporte avançado de vida (SAV) procedimentos com técnicas invasivas e equipamentos específicos para manter e/ou reestabelecer os sinais vitais de uma vítima de trauma ou mal clínico, executados exclusivamente por profissionais oriundos da área da saúde, como médicos e/ou paramédicos Suporte básico de vida (SBV):  procedimentos com técnicas não invasivas e equipamentos específicos, incluindo desfibrilador externo automático, para manter e/ou reestabelecer os sinais vitais de uma vítima de trauma ou mal clínico, executados por pessoas ou profissionais não oriundos da área da saúde, como, socorristas ou bombeiros

Tempo de resposta: intervalo de tempo entre a comunicação de chamado para uma determinada equipe responsável pelo atendimento até a chegada desta no local da emergência

Tempo de resposta médio (TRM): tempo médio, em minutos, obtido pela soma do tempo de resposta de todas as ocorrências de emergências atendidas, dividido pelo número de atendimentos efetuados, durante um período de um ano ou outro período preestabelecido.

Para a composição da brigada, deve-se levar em consideração quais atividades serão executadas pelos brigadistas, como:

a) atividades de inspeção de segurança;

b) primeiros socorros e/ou atendimentos pré-hospitalares de emergências médicas;

c) atendimentos de resgate técnico;

d) atendimentos de prevenção e controle de incêndios;

e) atendimentos a emergências com produtos perigosos;

f) atividades para o abandono de áreas;

g) atividades de ensino de educação continuada para o público interno.

Para a composição da quantidade necessária de brigadistas na brigada de emergência, deve ser considerado ainda o seguinte:

a) análise das situações que possam oferecer riscos para a vida da população da planta;

b) análise dos principais potenciais de danos ambientais por consequência de acidentes e/ou incêndios na planta;

c) análise dos principais potenciais de perdas de propriedades por consequência de acidentes e/ou incêndios na planta;

d) análise dos tipos de viaturas que podem ser empregados e a composição da tripulação de acordo com as ABNT NBR 14561 e ABNT NBR 14096;

e) procedimentos operacionais empregados como padrão para os atendimentos às emergências;

f) tipos de equipamentos e recursos materiais empregados nos atendimentos às emergências;  g) localizações e disposições das equipes e dos armários de emergência para garantir o tempo de resposta adequado conforme a sua área de abrangência na planta.

Todos os treinamentos práticos de resgate técnico e combate a incêndio com fogo real devem ser realizados em instalações fixas externas ou internas próprias, ou instalações móveis de treinamento (IMT), desde que, essas instalações, equipamentos.

Desempenho de tempo de resposta para os atendimentos dos brigadistas

É recomendável que a brigada atenda ao desempenho especificados nesta Norma de acordo com os seguintes objetivos de tempo de resposta para a chegada da primeira equipe de emergências:

a) os chamados de resgate e/ou emergências médicas com recursos para SBV e DEA em até 4 min para a chegada no local da emergência em pelo menos 90 % dos chamados, em condições reais ou em exercícios práticos simulados;

b) os chamados de combate a incêndio sejam atendidos com EPI e, quando aplicável, com os EPRA, em até 1 min do acionamento para a equipagem de proteção individual e mobilização dos brigadistas, e até 4 min para a chegada no local da emergência em pelo menos 90 % dos chamados, em condições reais ou em exercícios práticos simulados.

Após a chegada da primeira equipe , e havendo necessidade de mais brigadistas e/ou recursos materiais, estes devem atender ao objetivo de tempo de resposta de até 8 min para a chegada ao local da emergência.

As referências utilizadas como parâmetros para o estabelecimento dos tempos de resposta recomendados estão descritas no Anexo E.

Parabéns a todos os membros do Comitê Brasileiro de Segurança Contra Incêndio  CB-24

Ao Sr. Jorge Alexandre Alves (coordenador da comissão) que conduziu com maestria todas as normas desta comissão. Parabéns a todos o membros do CB-24 ABNT

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Lei Kiss Criada para evitar tragédias como a da Boate, em Santa Maria

Lei Kiss Criada para evitar tragédias como a da Boate, em Santa Maria

LEI Nº 13.425, DE 30 DE MARÇO DE 2017

Estabelece diretrizes gerais sobre medidas de prevenção e combate a incêndio e a desastres em estabelecimentos, edificações e áreas de reunião de público; altera as Leis nºs 8.078, de 11 de setembro de 1990, e 10.406, de 10 de janeiro de 2002 – Código Civil; e dá outras providências.

     O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Esta Lei:

I – estabelece diretrizes gerais e ações complementares sobre prevenção e combate a incêndio e a desastres em estabelecimentos, edificações e áreas de reunião de público, atendendo ao disposto no inciso XX do art. 21, no inciso I, in fine, do art. 24, no § 5º, in fine, do art. 144 e no caput do art. 182 da Constituição Federal;

II – altera as seguintes Leis:

a)Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências; e
b)Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 – Código Civil;

III – define atos sujeitos à aplicação da Lei nº 8.429, de 2 de junho de 1992, que dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato, cargo, emprego ou função na administração pública direta, indireta ou fundacional e dá outras providências;

IV – caracteriza a prevenção de incêndios e desastres como condição para a execução de projetos artísticos, culturais, esportivos, científicos e outros que envolvam incentivos fiscais da União; e

V – prevê responsabilidades para os órgãos de fiscalização do exercício das profissões das áreas de engenharia e de arquitetura, na forma que especifica.

Art. 2º O planejamento urbano a cargo dos Municípios deverá observar normas especiais de prevenção e combate a incêndio e a desastres para locais de grande concentração e circulação de pessoas, editadas pelo poder público municipal, respeitada a legislação estadual pertinente ao tema.

§ 1º As normas especiais previstas no caput deste artigo abrangem estabelecimentos, edificações de comércio e serviços e áreas de reunião de público, cobertos ou descobertos, cercados ou não, com ocupação simultânea potencial igual ou superior a cem pessoas.

§ 2º Mesmo que a ocupação simultânea potencial seja inferior a cem pessoas, as normas especiais previstas no caput deste artigo serão estendidas aos estabelecimentos, edificações de comércio e serviços e áreas de reunião de público:

I – (VETADO);

II – que, pela sua destinação:

a)sejam ocupados predominantemente por idosos, crianças ou pessoas com dificuldade de locomoção; ou
b)contenham em seu interior grande quantidade de material de alta inflamabilidade.

§ 3º Desde que se assegure a adoção das medidas necessárias de prevenção e combate a incêndio e a desastres, ato do prefeito municipal poderá conceder autorização especial para a realização de eventos que integram o patrimônio cultural local ou regional.

§ 4º As medidas de prevenção referidas no § 3º deste artigo serão analisadas previamente pelo Corpo de Bombeiros Militar, com a realização de vistoria in loco.

§ 5º Nos locais onde não houver possibilidade de realização da vistoria prevista no § 4º deste artigo pelo Corpo de Bombeiros Militar, a análise das medidas de prevenção ficará a cargo da equipe técnica da prefeitura municipal com treinamento em prevenção e combate a incêndio e emergências, mediante o convênio referido no § 2º do art. 3º desta Lei.

§ 6º As disposições deste artigo aplicam-se, também, a imóveis públicos ou ocupados pelo poder público e a instalações temporárias.

§ 7º Regulamento disporá sobre o licenciamento simplificado de microempresas e empresas de pequeno porte, cuja atividade não ofereça risco de incêndios.

Art. 3º Cabe ao Corpo de Bombeiros Militar planejar, analisar, avaliar, vistoriar, aprovar e fiscalizar as medidas de prevenção e combate a incêndio e a desastres em estabelecimentos, edificações e áreas de reunião de público, sem prejuízo das prerrogativas municipais no controle das edificações e do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano e das atribuições dos profissionais responsáveis pelos respectivos projetos.

§ 1º Inclui-se nas atividades de fiscalização previstas no caput deste artigo a aplicação de advertência, multa, interdição e embargo, na forma da legislação estadual pertinente.

§ 2º Os Municípios que não contarem com unidade do Corpo de Bombeiros Militar instalada poderão criar e manter serviços de prevenção e combate a incêndio e atendimento a emergências, mediante convênio com a respectiva corporação militar estadual.

Art. 4º O processo de aprovação da construção, instalação, reforma, ocupação ou uso de estabelecimentos, edificações e áreas de reunião de público perante o poder público municipal, voltado à emissão de alvará de licença ou autorização, ou documento equivalente, deverá observar:

I – o estabelecido na legislação estadual sobre prevenção e combate a incêndio e a desastres e nas normas especiais editadas na forma do art. 2º desta Lei;

II – as condições de acesso para operações de socorro e evacuação de vítimas;

III – a prioridade para uso de materiais de construção com baixa inflamabilidade e de sistemas preventivos de aspersão automática de combate a incêndio;

IV – (VETADO); e

V – as exigências fixadas no laudo ou documento similar expedido pelo Corpo de Bombeiros Militar, por força do disposto no art. 3º desta Lei.

§ 1º Nos Municípios onde não houver possibilidade de realização de vistoria in loco pelo Corpo de Bombeiros Militar, a emissão do laudo referido no inciso V do caput deste artigo fica a cargo da equipe técnica da prefeitura municipal com treinamento em prevenção e combate a incêndio e a emergências, mediante o convênio referido no § 2º do art. 3º desta Lei.

§ 2º A validade do alvará de licença ou autorização, ou documento equivalente expedido pelo poder público municipal na forma deste artigo, fica condicionada ao prazo de validade do laudo referido no inciso V do caput deste artigo.

§ 3º Sem prejuízo de outras medidas cabíveis e do disposto na Lei nº 11.901, de 12 de janeiro de 2009, o laudo referido no inciso V do caputdeste artigo poderá exigir a existência de bombeiros civis e a fixação do seu quantitativo nos estabelecimentos, edificações e áreas de reunião de público, bem como de funcionários treinados para agir em situações de emergência, certificados por cursos oficialmente reconhecidos.

§ 4º Além do disposto neste artigo, cabe ao poder público municipal requerer outros requisitos de segurança nos estabelecimentos, nas edificações e nas áreas de reunião de público, considerando-se:

I – a capacidade e a estrutura física do local;

II – o tipo de atividade desenvolvida no local e em sua vizinhança; e

III – os riscos à incolumidade física das pessoas.

Art. 5º O poder público municipal e o Corpo de Bombeiros Militar realizarão fiscalizações e vistorias periódicas nos estabelecimentos comerciais e de serviços e nos edifícios residenciais multifamiliares, tendo em vista o controle da observância das determinações decorrentes dos processos de licenciamento ou autorização sob sua responsabilidade.

§ 1º (VETADO).

§ 2º Nos locais onde não houver possibilidade de realização de vistoria in loco pelo Corpo de Bombeiros Militar, a vistoria será realizada apenas pelo poder público municipal, garantida a participação da equipe técnica da prefeitura municipal com treinamento em prevenção e combate a incêndio e a emergências, mediante o convênio referido no § 2º do art. 3º desta Lei.

§ 3º Constatadas irregularidades nas vistorias previstas neste artigo, serão aplicadas as sanções administrativas cabíveis previstas nas legislações estadual e municipal, incluindo advertência, multa, interdição, embargo e outras medidas pertinentes.

§ 4º Constatadas condições de alto risco pelo poder público municipal ou pelo Corpo de Bombeiros Militar, o estabelecimento ou a edificação serão imediatamente interditados pelo ente público que fizer a constatação, assegurando-se, mediante provocação do interessado, a ampla defesa e o contraditório em processo administrativo posterior.

§ 5º (VETADO).

Art. 6º (VETADO).

Art. 7º As diretrizes estabelecidas por esta Lei serão suplementadas por normas estaduais, municipais e do Distrito Federal, na esfera de competência de cada ente político.

Parágrafo único. Os Estados, os Municípios e o Distrito Federal deverão considerar as peculiaridades regionais e locais e poderão, por ato motivado da autoridade competente, determinar medidas diferenciadas para cada tipo de estabelecimento, edificação ou área de reunião de público, voltadas a assegurar a prevenção e combate a incêndio e a desastres e a segurança da população em geral.

Art. 8º Os cursos de graduação em Engenharia e Arquitetura em funcionamento no País, em universidades e organizações de ensino públicas e privadas, bem como os cursos de tecnologia e de ensino médio correlatos, incluirão nas disciplinas ministradas conteúdo relativo à prevenção e ao combate a incêndio e a desastres.

Parágrafo único. Os responsáveis pelos cursos referidos no caput deste artigo terão o prazo de seis meses, contados da entrada em vigor desta Lei, para promover as complementações necessárias no conteúdo das disciplinas ministradas, visando a atender o disposto no caputdeste artigo.

Art. 9º Será obrigatório curso específico voltado para a prevenção e combate a incêndio para os oficiais e praças integrantes dos setores técnicos e de fiscalização dos Corpos de Bombeiros Militares, em conformidade com seus postos e graduações e os cargos a serem desempenhados.

Art. 10. O poder público municipal e o Corpo de Bombeiros Militar manterão disponíveis, na rede mundial de computadores, informações completas sobre todos os alvarás de licença ou autorização, ou documento equivalente, laudos ou documento similar concedidos a estabelecimentos, edificações e áreas de reunião de público, com atividades permanentes ou temporárias.

§ 1º A obrigação estabelecida no caput deste artigo aplica-se também:

I – às informações referentes ao trâmite administrativo dos atos referidos no caput deste artigo; e

II – ao resultado das vistorias, perícias e outros atos administrativos relacionados à prevenção e ao combate a incêndio e a desastres.

§ 2º Os estabelecimentos de comércio e de serviços que contarem com sítio eletrônico na rede mundial de computadores deverão disponibilizar na respectiva página, de forma destacada, os alvarás e outros documentos referidos no caput deste artigo.

Art. 11. O disposto no art. 10 desta Lei não exime os responsáveis pelos estabelecimentos de comércio ou de serviço de manter visíveis ao público o alvará de funcionamento ou ato administrativo equivalente expedido pelo poder público municipal e demais documentações que são requisitos para o seu funcionamento.

Parágrafo único. Sem prejuízo de exigências complementares nesse sentido determinadas pelos órgãos competentes, deverão estar divulgados na entrada dos estabelecimentos de comércio ou de serviço:

I – o alvará de funcionamento ou ato administrativo equivalente; e

II – a capacidade máxima de pessoas.

Art. 12. (VETADO).

Art. 13. Incorre em improbidade administrativa, nos termos do art. 11 da Lei nº 8.429, de 2 de junho de 1992, o prefeito municipal que deixar de tomar as providências necessárias para garantir a observância:

I – do disposto no caput e nos §§ 1º e 2º do art. 2º, no prazo máximo de dois anos, contados da data de entrada em vigor desta Lei;

II – (VETADO); ou

III – (VETADO).

§ 1º (VETADO).

§ 2º Os Estados, os Municípios e o Distrito Federal estabelecerão, por lei própria, prazos máximos para o trâmite administrativo voltado à emissão de alvará de licença, autorização, laudo ou outros documentos relacionados à aplicação desta Lei.

Art. 14. (VETADO).

Art. 15. As informações sobre incêndios ocorridos no País em áreas urbanas serão reunidas em sistema unificado de informações, com a participação da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, integrado ao sistema de informações e monitoramento de desastres previsto pela Lei nº 12.608, de 10 de abril de 2012, nos termos do regulamento.

Art. 16. (VETADO).

Art. 17. O art. 39 da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, passa a vigorar acrescido do seguinte inciso XIV:

“Art. 39. ……………………………………………………………………….
…………………………………………………………………………………….

XIV – permitir o ingresso em estabelecimentos comerciais ou de serviços de um número maior de consumidores que o fixado pela autoridade administrativa como máximo.
………………………………………………………………………………….” (NR)

     Art. 18. O art. 65 da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, passa a vigorar acrescido do seguinte § 2º, renumerando-se o atual parágrafo único para § 1º:

“Art. 65. ………………………………………………………………………..

§ 1º ………………………………………………………………………………

§ 2º A prática do disposto no inciso XIV do art. 39 desta Lei também caracteriza o crime previsto no caput deste artigo.” (NR)

     Art. 19. (VETADO).

Art. 20. As disposições desta Lei serão aplicadas sem prejuízo das ações previstas no âmbito da Política Nacional de Proteção e Defesa Civil – PNPDEC e das prerrogativas dos entes públicos integrantes do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil – SINPDEC, na forma da Lei nº 12.608, de 10 de abril de 2012.

Art. 21. Os órgãos de fiscalização do exercício das profissões de engenheiro e arquiteto, disciplinadas respectivamente pela Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, e pela Lei nº 12.378, de 31 de dezembro de 2010, em seus atos de fiscalização, exigirão a apresentação dos projetos técnicos elaborados pelos profissionais, devidamente aprovados pelo poder público municipal.

§ 1º Nos projetos técnicos referidos no caput deste artigo incluem-se, conforme o caso, projetos de arquitetura, cálculo estrutural, instalações prediais, urbanização e outros a cargo de profissionais das áreas de engenharia e de arquitetura.

§ 2º Se a edificação estiver sujeita a projeto de prevenção de incêndios, também será exigida a sua apresentação aos órgãos de fiscalização profissional.

Art. 22. As medidas previstas nesta Lei devem observar as diretrizes de simplificação, racionalização e uniformização a que se refere o art. 6º da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, bem como o disposto no art. 5º da Lei nº 11.598, de 3 de dezembro de 2007.

Art. 23. Esta Lei entra em vigor após decorridos cento e oitenta dias de sua publicação oficial.

Brasília, 30 de março de 2017; 196º da Independência e 129º da República.

MICHEL TEMER
Osmar Serraglio
Marcos Pereira

 

Este texto não substitui o original publicado no Diário Oficial da União – Seção 1 de 31/03/2017

 

Publicação:

  • Diário Oficial da União – Seção 1 – 31/3/2017, Página 1 (Publicação Original)
O QUE TODO BOMBEIRO CIVIL DEVE SABER!

O QUE TODO BOMBEIRO CIVIL DEVE SABER!

  1. Conhecer na íntegra o plano de Emergência do seu local de atuação.
  2. Tempo de abandono total de toda a população fixa e flutuante conforme registro e simulados anteriores. Reconhecer o ponto de encontro, o ponto de refúgio e suas condições.
  3. Atuar de forma preventiva e responder de forma rápida e segura as possíveis emergências, sejam naturais ou tecnológicas.
  4. Conhecer as rotas de fuga e saídas de emergências do seu local de trabalho.
  5. Conhecer os procedimentos para operar um elevador de emergência.
  6. Conhecer uma subestação, cabine primária, potência (KVA) e procedimentos para entrada e resgate em situações de emergência.
  7. Conhecer os locais de armazenamento de gases inflamáveis como GLP, GN, acetileno entre outros.
  8. Conhecer as formas de armazenamento de líquidos inflamáveis como: diesel, gasolina, álcool entre  outros, sejam solventes polares ou hidrocarbonetos,  bem como todo sistema de segurança.
  9. Conhecer os parqueamento de tanques quando existirem e todos seus anexos, sistemas de segurança (câmara de espuma, anel de resfriamento, tampas flutuantes etc.) bacia ou dique de contenção, válvulas, tubulações, produto, aterramento e sistema de SPDA.
  10. Conhecer os tipos e a operação de: extintores (portáteis e extintores sobre rodas, com carga de água, pó BC, pó ABC, CO2, espuma, acetato de potássio, cloreto de sódio, halotrom, etc.).
  11. Conhecer os produtos perigosos existentes na planta: químicos, biológicos ou radiológicos.
  12. Conhecer os EPIs nível A, B e C e D.

 

 

CONHECER OS PROCEDIMENTOS PARA CONTENÇÃO E DERRAMAMENTO E OS KITS DE EMERGÊNCIA AMBIENTAL PARA LINHA BRANCA – PETRÓLEO E DERIVADOS:

Absorventes de hidrocarbonetos de alta eficiência: POLIPROPILENO (PP)

Cordões: para conter a propagação do derramamento de hidrocarbonetos (manta ou travesseiro).

Linha Verde – Líquidos Agressivos (ácidos e bases)

Linha Cinza – Líquidos em Geral, conhecer os materiais e os processos para redução de contaminantes, suas estações e equipamentos.

 

INDICADO PARA:

  • Indústrias Químicas · Hospitais · Laboratórios · E demais empresas que operam com líquidos agressivos (derramamentos e contenções de ácidos e bases).

 

  1. Conhecer os elementos construtivos da edificação e as diferentes resistências.
  2. Conhecer os materiais de acabamentos e revestimentos resistentes ao fogo
  3. Conhecer as compartimentações horizontais e verticais existentes na planta.
  4. Conhecer a reserva técnica de incêndio e quantos m³.
  5. Conhecer todo sistema fixo e portátil bem como seu funcionamento.
  6. Conhecer a carga de incêndio da edificação e pontos críticos e vulneráveis.
  7. Conhecer os espaços confinados e o procedimento para resgate de acordo com a característica do EC, conforme NR 33
  8. Conhecer as atribuições da Brigada de Emergência, forma de acionamento e nível de treinamento.
  9. Conhecer a química do fogo.
  10. Conhecer a dinâmica e o comportamento do fogo Backdraft, Bleve e o Boil Over
  11. Saber qual é a vazão e pressão do sistema hidráulico.
  12. Entender os princípios de funcionamento bombas jockey e bomba principal
  13. Conhecer barrilete e compreender o funcionamento de todo o sistema de drenos, teste, pulmão etc.
  14. Saber qual a quantidade em m³ e o tempo de autonomia da reserva técnica de incêndio de acordo com o funcionamento dos hidrantes em funcionamento.
  15. Conhecer todo sistema de proteção contra incêndio, materiais e equipamentos.
  16. Conhecer os riscos específicos da planta, seja de risco: baixo, médio ou alto.
  17. Conhecer os tipos de mangueiras (tipos I, II, III, IV e V) e suas aplicações e uso.
  18. Tipos de esguichos e canhões monitores (móveis, portáteis, oscilatórios, fixos ou de controle remoto, conhecer os tipos de jatos (compacto/pleno, cone de força e água pulverizada) e indicações para aplicação.

 

 

EMERGÊNCIAS MÉDICAS EM APH

CONHECER NA ÍNTEGRA A BOLSA DE ATENDIMENTO PARA EMERGÊNCIAS MÉDICAS E OS ITENS:

  • Equipamentos para aferição de sinais vitais (esfigmomanômetro, estetoscópio, oxímetro e termômetro).
  • Materiais para imobilização: (Colar cervical PP, M, G ou reguláveis, bandagem triangular, talas diversos tamanho).
  • Tesoura, ataduras, esparadrapo, micropore, manta térmica, tesoura ponta romba, lanterna pupilar, saco branco para coleta de resíduos, AMBU – Artificial Manual Breathing Unit (unidade manual de respiração artificial). Cânula orofaríngea (todos os tamanhos), aspirador manual de secreção, atadura de rayon, soro fisiológico, plástico para evisceração, lanterna, gaze algodoada tipo zobec, torniquete.

SABER RECONHECER E RESPONDER AS SEGUINTES EMERGÊNCIAS:

Agravo de saúde de qualquer natureza, síncope, vertigem, desmaio, crise convulsiva, hipertensão ou hipotensão, hiperglicemia ou hipoglicemia, AVE, IAM, obstrução de vias aéreas e PCR .

 

EMERGÊNCIAS OBSTÉTRICAS:

Conhecer o ciclo gestacional e os sinais e sintomas da gravidez; conhecer as principais condições de gravidez de risco; conhecer os procedimentos para o parto normal, a assistência e suporte inicial para o neonato e parturiente.

 

EMERGÊNCIAS ENVOLVENDO PACIENTES COM NECESSIDADES ESPECIAIS:

Conhecer as técnicas de abordagem e avaliação física em pacientes com restrição físicas, mental e sensorial; conhecer as principais evidencias e constatações para a identificação de abusos ou negligência ao paciente com necessidades especiais.

 

EMERGÊNCIAS COMPORTAMENTAIS:

  1. Conhecer os aspectos legais para atendimento de vítimas com alteração comportamental;
  2. Conhecer as principais causas das emergências comportamentais.
  3. Conhecer as técnicas de abordagem e contenção física e mecânica de pacientes com alteração comportamental violenta ou de risco de parada respiratória, parada cardiorrespiratória, com ferimentos abertos e fechados, fraturas, entorse, luxação, hemorragias, choques, amputação, avulsão, ferimentos penetrantes, ferimentos por armas de fogo e por armas brancas, suspeitas lesões de coluna, bacia e crânio.
  4. AED/DEA (Desfibrilador Externo Automático, uso adulto e pediátrico)
  5. Conhecer as técnicas de transporte de vítimas sem e com suspeita de lesão na coluna, em prancha, maca e ambulância.
  6. Reconhecer atuar nas queimaduras de 1º, 2º, 3º e 4º grau (térmicas, químicas e elétricas) extensão e profundidade e a classificar a SCQ.
  7. Procedimentos para incidente com múltiplas vítimas: Conhecer as ações de avaliação, zoneamento, triagem e método START para acidentes e incidentes que envolvam múltiplas vítimas.
  8. OPERAÇÃO COM VIATURAS
  9. Saber operar viaturas de combate a incêndio quando existir: princípio de funcionamento, capacidade em m³, autonomia, bombas de pressão e vazão, escorva. E tripulada no mínimo por 4 componentes

 

Referências: ABNT NBR 15219, ABNT NBR 14608, ABNT NBR 14276, ABNT NBR 14277 e a ABNT NBR 14023;

JOÃO GODOI

Brigada de Incêndio 2019: Tudo o que você precisa saber!

Brigada de Incêndio 2019: Tudo o que você precisa saber!

O que é Brigada de Incêndio ou Brigada de Emergência?

A Brigada de Incêndio é um grupo de pessoas preferencialmente voluntárias, organizadas, treinadas, e capacitadas dentro de uma instituição, empresa ou estabelecimento, para atuar no combate a incêndio e em situações de emergência, capaz garantir a prevenção e o combate ao incêndio, prestar primeiros socorros e conduzir o abandono de ambientes.

 

Os brigadistas – atuam com dois objetivos:

  1. Eliminar Risco de Incêndio e Combater o Fogo;
  2. Executar o plano de fuga e providenciar o abandono da edificação.


O primeiro objetivo tem como finalidade extinguir as chamas e combater o foco do incêndio. O segundo objetivo, trata-se de preservar a integridade das demais pessoas, guiá-las para fora do estabelecimento até um ambiente seguro, previamente combinado, denominado ponto de encontro. 

Quem pode participar do treinamento de Brigada de Incêndio?

Os funcionários que participam desse grupo o fazem de maneira voluntária e precisam cumprir alguns requisitos.

Há, por exemplo:

  • Permanecer na edificação;
  • Preferencialmente possuir experiência anterior como brigadista;
  • Possuir boa condição física e boa saúde;
  • Possuir bom conhecimento das instalações;
  • Ter responsabilidade legal; ser alfabetizado.

Caso nenhum candidato atenda aos critérios básicos relacionados, devem ser selecionados aqueles que atendam ao maior número de requisitos.

 

Atribuições – Ações de Prevenção

  • Conhecer o plano de emergência contra incêndio da planta;
  • Avaliar os riscos existentes;
  • Inspecionar os equipamentos de combate a incêndio;
  • Primeiros socorros e outros existentes na planta;
  • Inspecionar as rotas de fuga;
  • Elaborar relatório das irregularidades encontradas;
  • Encaminhar o relatório aos setores competentes;
  • Orientar a população fixa e flutuante;
  • Participar dos exercícios simulados.

 

 

Organização da Brigada de Incêndio

Brigada de Incêndio - Brigadistas

Brigada de Incêndio – Brigadistas

a) Brigadistas: membros da brigada que executam as atribuições de avaliação dos riscos existentes, inspeção geral dos equipamentos de combate a incêndio; inspeção geral das rotas de fuga; elaboração de relatório das irregularidades encontradas; encaminhamento do relatório aos setores competentes; orientação à população fixa e flutuante; exercícios simulados, entre outros.

b) Líder: responsável pela coordenação e execução das ações de emergência em sua área de atuação (pavimento/compartimento). É escolhido dentre os brigadistas aprovados no processo seletivo.

c) Chefe da brigada: responsável por uma edificação com mais de um pavimento/compartimento. É escolhido dentre os brigadistas aprovados no processo seletivo.

d) Coordenador-geral: responsável geral por todas as edificações que compõem uma planta. É escolhido dentre os brigadistas que tenham sido aprovados no processo seletivo.

 

A Brigada de Incêndio substitui a atuação do Corpo de Bombeiros?

Saída de Emergência

Saída de Emergência

É comum que haja a dúvida sobre qual é o papel de atuação da Brigada de Incêndio. Porém, é importante ressaltar que a existência de uma Brigada não elimina a necessidade de contar com o apoio do Corpo de Bombeiros, exceto as empresas e industrias que mantenha sua própria equipe de Bombeiro. 

Basicamente, se houver um incêndio, uma das obrigações consiste em realizar o acionamento da equipe competente. Se ninguém tiver acionado o Corpo de Bombeiros, o brigadista deve fazê-lo, respeitando a hierarquia de acionamento conforme o plano de emergência. 

Com isso, a Brigada funciona como uma contenção inicial ou definitiva para prevenir possíveis danos. Ela realiza a evacuação principal das pessoas, além de orientar sobre como proceder na situação. Se for o caso, o brigadista utiliza os equipamentos para conter as chamas.

Logo em seguida, o Corpo de Bombeiros atua para eliminar o problema. Portanto, a abordagem dessa equipe não é substitutiva, mas complementar.

 

 

Treinamento da Brigada de Incêndio

O trinamentos devem obedecer a Norma Brasileira de Regulamentação NBR – 14276 ou a legislação de cada estado.

Exemplo de legislação em São Paulo,  Instrução Técnica do Corpo de Bombeiros ITCB nº 17/2019 e ambas devem ser realizadas em Campo de Treinamento de Brigada de Incêndio com licença do órgão ambiental de cada região.

Os candidatos a brigadista devem frequentar curso com carga horária mínima de 12 horas, sendo a parte prática de, no mínimo, 4 horas. Exceções explicitadas na Instrução Técnica Nº 17, do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo.

O profissional habilitado na formação de brigada de incêndio é toda pessoa com formação em Higiene, Segurança e Medicina do Trabalho, devidamente registrado nos Conselhos Regionais competentes ou no Ministério do Trabalho e os militares das Forças Armadas, das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares, com 2º grau completo e que possua especialização em Prevenção e Combate a Incêndio (carga horária mínima de 60 horas) e técnicas de emergências médicas (carga horária mínima de 40 horas), além de curso de técnica de ensino de no mínimo 40 horas.

Para as edificações enquadradas no risco alto, o profissional habilitado é toda pessoa com curso de engenharia de segurança ou pessoa com curso de nível superior e mais curso de no mínimo 100 horas de primeiros socorros e 400 horas de prevenção e combate a incêndios.

Para que as informações acerca do tema sejam melhor assimiladas e detalhadas, recomendamos que seja usado como base a Instrução Técnica no. 17 do Corpo de bombeiros, disponível para Download logo abaixo:

Instrução Técnica No. 17 Do Corpo De Bombeiros Do Estado De São Paulo

 

Esta Instrução Técnica (IT) aplica-se a todas as edificações ou áreas de risco, conforme o

DECRETO Nº 63.911, DE 10 DE DEZEMBRO DE 2018– Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo. 

 Os instrutores de Brigada de Incêndio devem possuir proficiência conforme descrito na NBR 14276.
Em caso de duvidas contate um dos nossos consultores técnicos para sandar todas as suas duvidas (11) 9.79598390 WhatsApp o cfab@cfab.com.br
www.cfab.com.br
Estagio no Corpo de Bombeiros Voluntário de Concórdia (intercambio).

Estagio no Corpo de Bombeiros Voluntário de Concórdia (intercambio).

Intercâmbio entre alunos do curso de Bombeiro Civil CFAB e o Corpo de Bombeiros Voluntários de Concórdia começa com muito trabalho em 2018.
A expectativa é de que até o final do ano o projeto tenha um aumento defluxo suficiente com uma equipe por semana.

Entrevista com a aluna Leticia Kerges, sobre sua atuação com os bombeiros voluntários de Concórdia SC.

Pergunta:
Oque o intercambio acrescentou na sua formação profissional ?

intercâmbio foi muito mais do que aprimorar o que aprendi em sala de aula, melhorou minha auto confiança profissionalmente e fez fluir em mim algo que eu não esperava, adquiri uma experiencia de aperfeiçoar as técnicas mas também querer doar o meu melhor atendimento a quem precisa.

Como era a sua rotina na estação de Bombeiro ?

Acordar cedo e estar de prontidão da 07:00 á 19:00 hrs.

Quais as viaturas você tripulou ?
Viatura de RESGATE e UTP Comando de Área.

Quantas ocorrências você atendeu com os Bombeiros Voluntários ?

Aproximadamente umas 25 ocorrências.

Como foi a troca de experiencia com o colegas bombeiros ?

Foi sensacional, todos bem receptivos, com muita paciência em esclarecer dúvidas, sempre prontos em passar conhecimentos !

Como a população vê os Bombeiros Voluntários ?

Na minha experiencia o bombeiro voluntário é visto pela população como “amigo” ajudando e apoiando nas horas mais difíceis.

Qual a sua visão sobre o trabalho voluntário dos Bombeiros ?

Extremamente importante, o bombeiro sempre dedica o seu melhor empenho. O serviço voluntário oferece uma evolução no atediamento a população e ajudando outras pessoas a estar se ajudando como ser humano. Muito melhor do que só “curtir” uma noticia nas redes sociais é sair de casa e fazer o seu melhor em sua ação off-line.
Leticia Kerges.

Mais informações ligue: 11 20729968

Novo método de controlo de “sangramento” hemorragias.

Novo método de controlo de “sangramento” hemorragias.

XSTAT
Novo método de controlo de “sangramento” hemorragias.

Em 15 segundos o curativo inteligente pode controlar rapidamente um grande sangramento. Utilizados no controle de hemorragias foi um dos dispositivos testados na guerra do Iraque.

Uma esponja feita a partir de polpa de madeira e revestida com quitosana, uma substância antimicrobiana que é obtida em cascas de camarão e ajuda na coagulação do sangue.

Uma empresa de Oregon, nos Estados Unidos, criou um dispositivo que pode ajudar a evitar a morte de vítimas de feridas profundas, como as causadas por tiros e esfaqueamentos. A seringa, chamada XStat, conta com esponjas em seu interior, capazes de estancar o sangue.

A solução já é utilizada em campos de batalha desde 2014 e, nesta semana, foi aprovada pelo Food and Drugs Administration, o órgão dos Estados Unidos que regula a produção de remédios e alimentos.

Cada seringa conta com 92 esponjas comprimidas, revestidas de materiais absorventes.

GESTÃO DE VIAS AÉREAS E VENTILAÇÃO ATLS 10º Edição

GESTÃO DE VIAS AÉREAS E VENTILAÇÃO ATLS 10º Edição

As primeiras mortes evitáveis ​​por problemas nas vias aéreas pós trauma geralmente são o resultado de:
 
• Falha em avaliar adequadamente a via aérea
• A incapacidade de reconhecer a necessidade de um
intervenção do trato respiratório
• Incapacidade de estabelecer uma via aérea
• Incapacidade de reconhecer a necessidade de um plano alternativo, repetidas tentativas de intubação mal sucedida.
• Se uma via aérea incorreta não for reconhecida ou não utilizar as técnicas apropriadas para garantir a colocação adequada do tubo
• O deslocamento de uma via aérea previamente estabelecida
• Se a necessidade de ventilação não for reconhecida, existem muitas estratégias e opções de equipamentos para gestão de
pacientes com traumatismos.
Os equipamentos e as estratégias que têm sido associadas com a maior taxa de sucesso são aqueles que são bem conhecidos e comumente usados no ambiente específico. Equipamentos para vias aéreas recentemente desenvolvidos podem não ser uma boa ferramenta em mãos inexperientes !
O manequim mais utilizado no mundo- A História de Resusci Anne

O manequim mais utilizado no mundo- A História de Resusci Anne

Milhões de pessoas em todo o mundo aprenderam a fazer ressuscitação cardiopulmonar (RCP) em um manequim conhecido como Resusci Anne. A história por trás da modelo do século 19 – ou, pelo menos, uma versão dela – vai ser contada em um simpósio em Londres para marcar o European Restart a Heart Day. Mas será que alguém realmente sabe alguma coisa sobre ela?

A oficina Lorenzi é um pequeno paraíso de antiguidades em Arcueil, um movimentado subúrbio de Paris. E é o último de sua categoria. No andar de baixo os mouleurs, aqueles que fazem os moldes, criam estatuetas, bustos e estátuas, despejando gesso em moldes da mesma maneira que eles têm feito desde que o negócio da família começou, na década de 1870.

Mas, se você quer ficar cara a cara com a história, suba as escadas de madeira empoeiradas para o sótão da oficina. É uma experiência perturbadora. Há máscaras de poetas e artistas, políticos e revolucionários penduradas por todos os lados: Napoleão , Robespierre, Verlaine, Victor Hugo, a face robusta e impaciente de Beethoven quando era vivo e a feição pálida do compositor em sua máscara feita após a morte.

No entanto, surpreendentemente, de todos os rostos em exibição no Lorenzi, o mais vendido é a máscara de uma jovem mulher. Ela tem um rosto atraente, agradável, com um breve sorriso em seus lábios. Seus olhos estão fechados, mas dão a sensação de que podem abrir a qualquer momento. Esta é a única máscara que não tem nome. Ela é conhecida simplesmente como L’Inconnue de la Seine, a mulher desconhecida do rio Sena.

A mulher desconhecida

E assim sua história começa. Em algum momento no final do século 19, o corpo de uma jovem mulher que morreu afogada foi encontrado no rio Sena. Como era costume naquele tempo, seu corpo foi colocado em exposição no necrotério de Paris, na esperança de que alguém iria reconhecê-la e identificá-la. O patologista de plantão ficou tão encantado com a expressão da menina e seu enigmático meio-sorriso que ele pediu a um moldador que fizesse um molde de gesso de seu rosto.

Em pouco tempo, a máscara começou a ser vendida fora das oficinas dos mouleurs na margem esquerda do rio, e logo a jovem se tornou uma musa para artistas, escritores e poetas, todos ansiosos para criar identidades e histórias imaginárias sobre a mulher misteriosa, a Mona Lisa afogada.

Ao longo dos anos, nomes como os poetas Rainer Maria Rilke e Louis Aragon, o fotógrafo e pintor Man Ray e o escritor Vladimir Nabokov foram enfeitiçados pela Inconnue, e houve um tempo em que nenhuma sala moderna na Europa estava completo sem uma máscara dela na parede.

Uma das primeiras histórias criadas com a personagem foi a novela de 1899 The Worshipper Of The Image (O Adorador de Imagem, em tradução livre) de Richard le Gallienne, que retrata a máscara como uma força malévola que enfeitiça e acaba por destruir um jovem poeta.

Outros autores foram mais gentis. Muitos deles contaram a história de uma jovem inocente do interior, que chega a Paris, é seduzida por um amante rico e abandonada quando engravida. Sem ninguém a quem recorrer, ela se afoga nas águas do Sena. No necrotério, seu belo rosto, pacífico após a morte, é preservado para sempre com um molde de gesso.

Resusci Anne

Foi outro afogamento – ou quase afogamento – que garantiu à Inconnue um lugar na história da medicina.

Em 1955, Asmund Laerdal salvou a vida de seu filho, Tore, agarrando o corpo sem vida do menino de dentro d’água a tempo de limpar suas vias respiratórias. Na época, Laerdal era um bem sucedido fabricante norueguês de brinquedos, especializado na fabricação de bonecas e carros que faziam parte da nova geração de brinquedos plásticos moles.

Quando foi abordado para fazer um boneco para ajudar na formação técnica da recém inventada técnica de RCP – que combina compressões torácicas à respiração boca-a-boca e pode salvar a vida de um paciente cujo coração parou – a experiência de quase morte de seu filho alguns anos antes fez com que ele se interessasse pela ideia.

Asmund criou um manequim que simula um paciente inconsciente que precisa de RCP, mas queria que o boneco tivesse uma aparência natural. Ele também achou que um manequim do sexo feminino pareceria menos ‘ameaçador’ para os aprendizes.

Ao lembrar-se de uma máscara pendurada na parede da casa de seus avós, muitos anos antes, ele decidiu que a Inconnue de la Seine seria o rosto da manequim Resusci Anne. Então, se você for uma das 300 milhões de pessoas que foram treinadas em RCP, você quase certamente ‘beijou’ a desconhecida francesa.

Através da Resusci Anne, estudantes de primeiros socorros têm, por mais de 50 anos, tentado trazer de volta à vida a jovem do Sena. Mas será que a Inconnue é realmente o rosto de uma mulher morta? Ou será que foi tirada a partir de um modelo vivo?

Morta ou viva?

Anos atrás durante a produção de um programa para a Rádio 4 da BBC sobre esta história, a máscara foi mostrada para os homens e mulheres que se especializaram na recuperação de corpos afogados no Sena – a polícia do rio parisiense, conhecida como a Brigada Fluvial.

Sentado na sala de comando de um dos barcos policiais, ancorado em sua sede perto da Pont d’ Austerlitz, o chefe da brigada Pascal Jacquin não estava convencido de que a menina estava morta quando a máscara foi feita.

‘É surpreendente ver um rosto tão pacífico’, disse ele. ‘Todos que encontramos na água, os afogados e os que cometeram suicídio, nunca parecem em paz. Eles estão inchados, não têm uma boa aparência.’

Ao longo dos séculos, os artistas e escritores podem ter usado as histórias de Ofélia, personagem de Hamlet, e da Lady of Shallot, do poema do britânico Alfred Tennyson, para retratar a morte por afogamento como algo romântico e tranquilo, mas Pascal sabe, por experiência, que a verdade é muito diferente.

Mesmo os suicidas lutam pela vida no último momento e os seus rostos mostram essa luta. E o processo de decomposição começa muito mais rapidamente na água. Esta mulher, ele comentou, ‘parece estar apenas dormindo e esperando o príncipe encantado aparecer.’

Como tantos antes dele, a imaginação de Jacquin havia sido despertada pelo rosto da jovem e ele já tinha começado a tecer um conto de sua autoria sobre os olhos fechados, o misterioso sorriso, e o enigma da Inconnue.

Outros especialistas consultados pareceram concordar que o rosto do molde parecia muito saudável para ter sido retirado do rosto de um cadáver. Na oficina em Arcueil, Michel Lorenzi, o proprietário atual, está encantado com a fascinação das pessoas pela desconhecida do Sena.

‘Não me parece o rosto de uma pessoa morta. É muito difícil manter um sorriso enquanto um molde está sendo feito, então eu acho que ela era uma profissional, uma modelo muito boa. ‘

Inspirações

Para mim, existem duas possibilidades para a história. A primeira surgiu poucas semanas depois que o programa da BBC foi ao ar em 2009. Eu estava visitando o estúdio do fotógrafo Edward Chambre Hardman em Liverpool, um local da primeira metade do século 20 perfeitamente preservado, onde pessoas importantes da época se sentaram para ter um retrato feito por ele. Ao ver a máscara da Inconnue na parede de sua sala de espera perguntei ao guia, ingenuamente, quem era a jovem.

Sem hesitar, ela me contou a história de duas irmãs, gêmeas idênticas, que tinham nascido em Liverpool mais de um século atrás. Uma delas, segundo a guia, se envolveu em um caso de amor com um pretendente rico e fugiu para Paris, para nunca mais ser vista. Muitos anos depois, a outra irmã foi a Paris de férias. Andando por uma rua ela ficou surpresa ao ver a máscara da Inconnue afogada pendurada do lado de fora de oficinas de moldadores.

Ela reconheceu imediatamente a menina como sua irmã gêmea há muito desaparecida, condenada – ou abençoada – a permanecer eternamente jovem, enquanto sua irmã envelheceu. Fiquei fascinado pela história. Mais uma vez, uma história foi criada em torno do enigma da Inconnue.

A outra vem de um artista baseado em Oxford chamado John Goto. Anos atrás, ele decidiu criar sua própria ficção para o rosto.

Ele relatou em detalhes um trabalho de detetive que parecesse verdadeiro – seguindo ‘pistas’ que conduziram à descoberta de um cartão de vistas da virada do século encontrado em uma loja em Buenos Aires.

Esta e outras evidências provariam, supostamente sem deixar dúvidas, a identidade da Inconnue – ela teria sido uma atriz húngara chamada Ewa Lazlo, que foi assassinada por seu amante, Louis Argon. Goto colocou a história e suas ‘provas’ online, e começou outros projetos.

Fim do mistério

Foi intrigante, portanto, me deparar com detalhes do simpósio do European Restart a Heart Day, que acontece em Londres. Durante o dia, uma série de alto-falantes compartilham as últimas pesquisas sobre melhoras nas taxas de sobrevivência após uma parada cardíaca. Mas à noite, o entretenimento é fornecido pelo grupo Mulberry Hawk. Eles vão fazer uma performance que, de acordo com a sinopse, “conta a história de Ewa Lazlo, que se tornou a inspiração para o rosto da Resusci Anne, a primeira manequim usada na formação de RCP, e a garota mais beijada do mundo”.

Então, eu pensei, a história de Ewa está começando a ter vida própria. Vários sites e blogs estão citando como fato que ela é a Inconnue.

Goto admite se sentir um pouco desconfortável com a sua criação. ‘Eu tinha assumido que as pessoas teriam uma visão pós-moderna e tratariam a história como ficção’, ele me disse. ‘Eu realmente não esperava que eles fossem levar a sério.’

Mas mesmo se Ewa for uma lição para não acreditarmos em tudo que se lê na internet, é improvável que a história vá muito além.

O que amamos sobre a Inconnue é a incerteza, o enigma. O que dá valor à máscara é o mistério ao seu redor.

No momento em que tivermos um nome, uma história de vida, aquele mistério está morto.

Curso de primeiros socorros gratuito

Curso de primeiros socorros gratuito

Dia 15 de Setembro 2018

Público: pais, avós, babás, professores, cuidadores de idosos e de pessoas com necessidades especiais.
Conteúdo:
Conceito de emergência;
Forma de acionamento do serviço público de socorro;
Emergências clínicas:
Obstrução de vias aéreas,
Desmaio, convulsões, AVE, infarto, parada cardiorrespiratória.
Emergências traumáticas: Queimaduras, ferimentos, fraturas, hemorragias.

Coordenação: João José de Godoi
BOMBEIRO CIVIL
Instrutor em serviços de emergências 2017 – NFPA 1041 Standard for Fire Service Instructor Professional Qualifications.

Formação:
Pós Graduação em Urgência e Emergência – Universidade Nove de Julho – 2008
Ensino Superior, Graduação Bacharel em Enfermagem – Universidade Camilo Castelo Branco, 2007.

Técnico em Segurança do Trabalho – Escola Técnica Estadual Martin Luther King, 2002.

Experiência profissional e capacitações:
Capacitação em suporte básico de vida para profissionais de saúde da American Heart Association (AHA) em 2016.

Membro da comissão do CB-24 (Comitê Brasileiro de Segurança Contra Incêndios)
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, participa da revisão de elaboração das seguintes normas:
NBR 14.276 Brigada de Emergência
NBR 14.608 Bombeiro Civil
NBR 15.219 Plano de Emergências.

Professor Convidado do COREN Educação (Conselho Regional de Enfermagem) como palestrante para Auxiliar, Técnicos e Enfermeiros.

Membro convidado do Ministério da Saúde na revisão e elaboração dos protocolos básico e avançado de atendimento SAMU 192.

Enfermeiro de Bordo em Transporte Aeromédico – Aeroporto de Congonhas.
Enfermeiro da unidade de Suporte Avançado do Resgate Rodoviário Base Rodovia SP – 021.
Voluntário na ONG Força Tarefa Brasileira em diversas missões humanitárias, incluindo Resgate Aéreo em locais de difícil acesso ( Teresópolis RJ, Lontars SC 2011).

Instrutor em Transporte e Resgate Aeromédico – Santa Casa de São Paulo.

Foi Enfermeiro da unidade de Suporte Avançado no Autódromo de Interlagos e instrutor convidado do GRPAe – Grupamento de Rádio Patrulhamento Aéreo (Águia) CTO em 2012.

Professor convidado do curso de pós graduação Latu Sensu da UniAraras no cursos de Resgate e Transporte Aeromédico e Fisiologia de Voo, também ministra o curso de Transporte Aeromédico para pilotos de empresa de táxi-aéreo e profissionais da área da saúde.

Docente na disciplina em Enfermagem, com ênfase em Enfermagem de Saúde do Adulto, Urgência e Emergência, Medicina e Enfermagem em Transporte Aeroespacial (Uniararas).

Professor convidado da Universidade Estácio de Sá no curso de Pós graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho nas disciplinas Explosão e Prevenção e Controle de Incêndios em Plantas de Alto Risco.

Advanced Fire Fighting School
Capacitação na Universidade do Texas – Texas A&M University System Estados Unidos em 2015 – Resposta em Emergências com produtos perigosos inflamáveis, líquidos e gases, fogo tridimensional 2D e 3D. Métodos de propagação do fogo (convecção, condução, radiação e projeção), dinâmicas e definições sobre, BOILOVER, FLASHOVER, BACKDRAFT, BLEVE;
sistemas fixos e portáteis de prevenção e combate a incêndio e métodos de utilização; técnicas e táticas de combate a incêndio Estrutural (Ataque direto, indireto e combinado – Técnica 3DWF -Three Dimensional Water Fog e Rapid Fire Progress); Técnicas de ventilação natural e forçada nas operações de combate a incêndio Estrutural; Técnicas de combate em Plantas Petroquímicas e de Gás (esferas de GLP) e tanques, Utilização e forma de atuação do LGE Proteínico, Fluorproteínico, AFFF e Formador de Filme Aquoso Resistente a Álcool, taxas de expansão e dosagens utilizadas para Álcool e Hidrocarbonetos (Sintex AFFF), Sistema fixo de espuma (tanque de LGE, proporcionador e solução), principais técnicas de combate (Attack Deflection, Rolling the Foam,
Blanket Of Foam e Flood attack).

Coordenador do grupo voluntário GUARDIÕES FLORESTAL atuando do controle de incêndio em vegetação área de proteção ambiental inserida na Zona Leste de São Paulo em parceria com a Secretaria do Verde e Meio Ambiente.

Atuação como voluntário no maior incêndio da história do Chile, pela 5° Companhia de Bombeiros de Concepcion (fevereiro de 2017).

ENB – Escola Nacional de Bombeiros de Portugal,
Capacitação no primeiro treinamento internacional de alta performance em resposta a emergências na Europa.
Conteúdo:
Busca e Salvamento – Nível Avançado.
Utilização de proteção respiratória e equipamentos auxiliares;
Procedimentos de segurança relacionados a equipamentos respiratórios;
Efeitos no corpo humano relacionados a utilização e equipamentos de proteção
respiratória;
Procedimentos de Segurança – RIT (Radid Intervention Team);
Procedimentos de Busca e Salvamento – RIT (Radid Intervention Team);
Remoção de Vítimas – RIT (Radid Intervention Team):
Atividades Práticas em Simuladores.

Flashover – Nível Avançado
Comportamento dos incêndios em ambientes urbanos / estruturais;
Controle dos fenômenos de progressão rápida dos incêndios;
Procedimentos de acesso e progressão;
Atividades práticas em simuladores.
Gestão de Operações de Emergência
Sistemas de gestão de operações de emergências;
Exercícios de gestão de operações utilizando realidade virtual;
Atividades práticas no Centro de Treinamento em Realidade Virtual.

Hazmat Medical: capacitação pela Universidade do Texas – Texas A&M University System Estados
Unidos em 2017
Medical Services Personnel Who Respond to Incidents with Hazardous Materials
 Response Proteção Pessoal
 Cuidados RAPID
 Equipamento de Proteção Individual
 Descontaminação de pessoal de resposta
 Reabilitação remoção PPE
 Avaliação
 Produtos químicos
 Agentes radiológicos
 Agentes biológicos
 Pacientes pediátricos
 Explosivos
 ICS e Preparação de hospital
 Fontes de informação
 ERG, NIOSH, CAMEO / ALOHA
 Triagem
 Preparação de hospital
 Gestão de cadáveres
 Ambulatório de descontaminação e não-ambulatorial.

Capacitação em Resgate em Espaços Confinados – NFPA 1006 2013 Edition Confined Space Rescue
Capacitação pela Universidade do Texas – Texas A&M University System, Estados Unidos em 2018
Descrição
Resgate em espaços confinados
Materiais para aula prática: Tripé, sistema de ar mandado para “trabalhadores”, Detector de gases, monitora 4 (quatro) tipos de gases simultâneos: Gases Explosivos (LEL), Oxigênio (O2), Monóxido de Carbono (CO) e Gás
Sulfídrico (H2S).
Sistema EPRA de fuga para emergências, ventilação local diluidora e exaustora ( VLD/VLE), sistema de resgate
com vantagem mecânica e captura de progresso.
Análise de perturbação de atmosferas (EC perturbado/não perturbado), controle de atmosfera IPVS
(inertização, purga).
Atendimento a emergências médicas aos resgatados e cuidados especiais.

Local: Av. Itaquera, 8245
Inscrições: cfab@cfab.com.br
WhatsApp:
11 979598390