TEMPERATURA E FLUXO DE CALOR
O serviço dos bombeiros é considerado, em geral, uma ocupação perigosa, principalmente por estarem expostos a diversas condições térmicas geradas pelos incêndios.
Existem duas componentes principais da exposição térmica que impactam os bombeiros:
– O Fluxo de Calor, taxa de energia térmica transferida de uma região mais fria para uma mais quente;
– A Temperatura, medida direta da atividade molecular, ou seja, é a medida da energia térmica.
Essas componentes são acopladas e em conjunto criam as condições que oferecem risco para os bombeiros em um incêndio.
Geralmente as pessoas associam o risco de se queimar à temperatura, mas ela é apenas parte da história. A temperatura em um incêndio é resultado da energia gerada pelo incêndio e transferida como fluxo de calor para o ambiente e objetos, tais como o mobiliário, a roupa de proteção e a camada de fumaça.
Sendo assim, o fluxo de calor é o que causa a mudança de temperatura em um incêndio.
De uma forma simples, o calor pode ser transferido de três formas:
Condução –  transferência de calor por meio do contato direto entre as moléculas do material em corpos sólidos;
Convecção – transferência de calor de um fluido em movimento até uma superfície sólida ou para outro fluido;
Radiação Térmica – É a transferência de calor por meio de ondas eletromagnéticas.
Cada uma dessas formas de fluxo de calor tem um impacto nos riscos de uma pessoa sofrer uma queimadura e elas causam uma mudança na temperatura sentida pelo bombeiro. Dessa forma, é importante lembrar que é a combinação do fluxo de calor e da mudança de temperatura resultante que causa queimaduras.

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