O TCE contribui de maneira significativa para a morte de aproximadamente METADE de todas as vítimas de trauma. Lesões cerebrais moderadas a graves são identificadas em aproximadamente 100.000 doentes de trauma anualmente. As taxas de mortalidade para lesões cerebrais moderadas e graves são de aproximadamente 10% e 30%, respectivamente. Entre aqueles que sobrevivem às lesões moderadas ou graves, entre 50% e 99% apresentam algum grau de incapacidade neurológica permanente. Globalmente, estima-se que a incidência anual de TCE é de aproximadamente 200 casos por população de 100.000 habitantes (e provavelmente está subestimada).

Acidentes com veículos motorizados permanecem como a principal causa de TCE em doentes entre 5 e 65 anos de idade, e quedas são a principal causa de TCE em doentes pediátricos de até 4 anos de idade, assim como na população idosa. A cabeça é a parte do corpo mais frequentemente lesionada em doentes com ferimentos multissistemicos. A incidência de ferimentos por arma de fogo no cérebro tem aumentado nos últimos anos em áreas urbanas, e até 60% dessas vítimas morrem devido aos ferimentos.

Doentes com TCE representam alguns dos doentes de trauma mais difíceis para tratar. Eles podem ser combativos e tentativas para controlar suas vias aéreas podem ser extremamente difíceis por causa dos músculos contraídos da mandíbula e vômito. Intoxicação com drogas ou álcool ou a presença de choque de outras lesões pode dificultar a avaliação. Ocasionalmente, lesões intracranianas graves podem estar presentes com apenas uma evidência mínima de trauma. O atendimento hábil, no cenário pré-hospitalar, tem como fogo garantir o fornecimento adequado de oxigênio e nutrientes ao cérebro e identificar rapidamente os doentes com risco de herniação e pressão intracraniana elevada. Esta abordagem pode não só diminuir a mortalidade por TCE, mas também reduzir a incidência de incapacidade neurológica permanente.

EUA  Fonte: PHTLS 8 Edição.

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